Julho/2015

 

Tudo bem, estamos cansados de ouvir essa palavra “Crise”! Mas ela não é tão assustadora como todo mundo acredita. Crise pode ser sim um convite à inovação, um convite à mudança tanto na sua vida pessoal quanto empresarial. A tendência natural de todo ser humano é sempre buscar o lado negativo dos fatos, mas há também algo positivo na definição de Crise. Vamos buscar a sua origem, o seu significado literal, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: no latim, crĭsis, is, aparece como “momento de decisão, de mudança súbita” e no grego krísis,eōs, “ação ou faculdade de distinguir, decisão”. Em cada área do conhecimento, a palavra crise tem uma definição contextualizada. Na Medicina, por exemplo, pode ser caracterizada pelo “momento que define a evolução de uma doença para a cura ou para a morte”. Já na Economia, “é a fase de transição entre um surto de prosperidade e outro de depressão, ou vice-versa”.

 

A partir dessas definições, percebemos que a palavra tem denotação e conotação tanto negativa, quanto positiva. Sabemos que essa não é a última crise que vamos viver, pois, as crises são cíclicas. Sim, de tempos em tempos, historicamente falando, ela aparece. O que devemos fazer é estar sempre preparados para ela. E você deve estar se perguntando: Mas como fazer isso? Simples, com planejamento! Uma empresa preparada para períodos de turbulências políticas e instabilidades econômicas é aquela que tem um planejamento estratégico de comunicação alinhado com o seu negócio, valorizando o relacionamento com os seus stakeholders, mas, em especial, com os seus clientes. 

 

Com a bagagem de leitura e experiências práticas que possuo, acredito que de 50 a 70% de algo errado acontecer na sua organização é erro de estratégia ou falta de estratégia, uma vez que muitas empresas não realizam um planejamento estratégico de comunicação. Nessa conta, então, restam de 50 a 30% de problemas externos, como, por exemplo, a crise econômica que está instalada no país hoje.

 

Ainda com relação às organizações, compartilho do conhecimento do Consultor Martins Lampreia – escritor português, especialista em Gestão de Crise, com mais de 30 anos de experiência no setor da Comunicação – que diz: “toda comunicação é inútil, quando a estratégia não é adequada”. Uma curiosidade para quem não é da área, é que Gestão de Crise é sinônimo de Comunicação de Crise, uma vez que “80% das ações desenvolvidas durante uma situação de emergência são atividades de comunicação”. Então, é impossível haver Gestão de Crise sem Comunicação!

 

Para as organizações que estão crescendo nesse período crítico, surge sim a oportunidade para reavaliar o seu plano, rever as suas estratégias e ações, para crescer ainda mais. A revisão e inovação são tarefas de todas as empresas, não apenas daquelas que estão passando por algumas dificuldades.

 

Quando falamos na pauta crise para empresários e gestores, podemos apontar dois aspectos. O primeiro é esse que discorremos até aqui, ou seja, os tempos de crise na política e na economia afetam diretamente as organizações, a sociedade em geral. O segundo é a crise na organização por algo interno ou externo, relacionado com problemas nos seus produtos e/ou serviços.

 

Nesse segundo aspecto, normalmente, são crises com os clientes. Crises de relacionamento. Essas relações passaram por várias transformações nos últimos anos e as empresas precisam inovar sempre. O consumidor digital é um cliente exigente e muito consciente do seu poder. As novas tecnologias permitiram às empresas a personalização de quase tudo. Dessa forma, o consumidor quer ser tratado como se ele fosse único e a empresa produzisse algo com exclusividade para ele.

 

Muitos estudiosos concluem que o mercado hoje é moldado pelas novas tecnologias, porém, essas novas tecnologias mudam profundamente o ser humano, provocando o surgimento de novos comportamentos. Assim, as organizações, formadas por seres humanos, precisam ver oportunidades nessas transformações.

 

Falando em novas tecnologias, vamos viajar um pouco na História da Comunicação. Acredito que Marshall McLuhan – teórico da Comunicação, educador canadense, foi o primeiro a vislumbrar o lado positivo da mídia e a estudar as suas ações e resultados não apenas sob a luz da ideologia – nunca imaginou que a sua ideia de “Aldeia Global” seria tão natural nos dias atuais. A raiz desse conceito está em habitar um mundo com estreitas relações econômicas, políticas e sociais, interligando todas as regiões do planeta. 

 

McLuhan, sempre criando ideias que provocavam a sociedade da época, afirmava que o que importa nas relações é o diálogo, uma vez que a comunicação não cumprirá o seu papel sendo unilateral, onde o emissor só fala e não escuta o feedback do receptor. Sabemos que para a efetividade dos relacionamentos – tanto na comunicação interna quanto externa – a preocupação com o feedback deve ser fundamental. Quase a totalidade dos problemas organizacionais é causada por deficiências na área da comunicação.

 

Uma das ações, dentro do planejamento estratégico de comunicação de sua organização, deve ser priorizar a construção de um relacionamento sólido com o seu cliente. Nesse convívio, físico ou virtual, você poderá descobrir inúmeras oportunidades de venda. Como consequência positiva, aumentar a lucratividade e o faturamento da sua empresa. Portanto, vale a pena investir o seu tempo na revisão das estratégias da sua organização, para inovar e vencer a crise atual.

 

*artigo também publicado dia 24/07/2015 no site do jornalista Felipe Vieira, no link abaixo: 

http://felipevieira.com.br/site/artigo-tempo-de-crise-e-tempo-de-rever-estrategias-e-inovar/

Tempo de Crise é tempo de rever Estratégias e Inovar*

Porto Alegre 

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